Erdogan promete 'liquidar' traição na Turquia e no exterior

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira que as eleições locais lhe deram um mandato para "liquidar" os inimigos que, segundo ele, planejam um escândalo de corrupção, e prometeu investigar as atividades internacionais dos adversários e suas fontes de financiamento.

JONNY HOGG E GULSEN SOLAKER, Reuters

08 de abril de 2014 | 11h36

Em seu primeiro discurso parlamentar desde que o partido AK dominou as eleições municipais de 30 de março, Erdogan disse que "traidores" responsáveis por uma série de acusações e por escutas ilegais de milhares de telefonemas seriam punidos.

Erdogan acusa o clérigo islâmico Fethullah Gulen, um ex-aliado que agora vive exilado nos Estados Unidos, de orquestrar o escândalo para minar seu governo. A rede Hizmet, de Gulen, afirma ter milhões de seguidores e mantém sua influência na polícia e no judiciário.

Erdogan acusou o movimento da promover um "Estado paralelo", espionando milhares de funcionários do governo ao longo dos anos e vazando gravações manipuladas em uma tentativa de derrubá-lo antes das eleições do mês passado.

"Dia 30 de março é o dia em que a página da tutela foi virada, quando os monumentos da arrogância foram derrubados, e os privilégios (de uma elite) foram perdidos para sempre", disse Erdogan.

"A nação nos deu um mandato para a liquidação do estado paralelo. Nós não teremos a menor hesitação. Nós nunca esqueceremos a traição", disse.

Erdogan disse ainda que o governo vai acompanhar o que ele chamou de ligações internacionais da rede e investigar todas as "verbas e doações coletadas ilegalmente".

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