Escândalo faz oposição italiana exigir renúncia do prefeito de Roma

Ignazio Marino é pressionado em meio às investigações sobre um grupo organizado que há anos vem manipulando contratos públicos da capital italiana

O Estado de S. Paulo

09 de junho de 2015 | 16h00

ROMA - Manifestantes da oposição pediram nesta terça-feira que o prefeito de centro-esquerda de Roma, Ignazio Marino, renuncie, assim como todo o seu gabinete, em razão de um escândalo que expôs um sistema enraizado de corrupção na capital da Itália.

Promotores acreditam que uma rede de empresários inescrupulosos, políticos locais corruptos e criminosos ligados a movimentos da extrema direita tenham se organizado para manipular contratos públicos em Roma durante muitos anos.

A investigação cada vez mais abrangente sobre a "Capital Máfia" colocou uma grande pressão sobre Marino, membro do Partido Democrático (PD) do primeiro-ministro Matteo Renzi, eleito dois anos atrás. Até agora, ele resistiu à pressão para entregar o cargo.

A polícia teve de conter uma multidão de manifestantes do Movimento 5 Estrelas e do grupo de extrema direita CasaPound que gritavam "Renuncie!" e "Saiam, mafiosos", enquanto o gabinete da cidade se reunia a portas fechadas para votar a substituição de uma série de conselheiros presos em meio ao escândalo.

Dirigentes do PD desqualificaram a manifestação como "neofascismo ao vivo na televisão".

Mais cedo, a polícia prendeu cinco pessoas, incluindo uma autoridade municipal de alto escalão, acusadas de ajudar um empresário implicado no caso a obter contratos públicos. Entre os contratos suspeitos está um para restaurar o salão ornamentado da prefeitura de Roma onde o conselho votou nesta terça-feira. / REUTERS

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