Escócia multará motoristas que usarem serviço de prostitutas

Nova lei incriminará quem desfruta do 'comércio sexual'; punições chegam a mil libras (R$ 4 mil)

Efe,

15 de outubro de 2007 | 11h29

Os motoristas escoceses que tentarem usar serviços de prostitutas, deixando que elas entrem em seus carros, poderão receber multas de até mil libras (R$ 4 mil) a partir desta segunda-feira. Até agora, a legislação da Escócia multava somente os que exerciam a prostituição nas ruas, mas não punia os que solicitavam seus serviços.   Segundo o ministro da Justiça escocês, Kenny MacAskill, a nova lei, aprovada pelo Parlamento de Edimburgo em fevereiro, torna delito o fato de solicitar serviços sexuais.   O governo escocês negocia com Londres a possibilidade de anular a carteira de motorista das pessoas surpreendidas neste delito.   MacAskill disse à "BBC" que a nova legislação mostra que o Partido Nacional Escocês, no Governo, não faz vista grossa diante das pessoas que sustentam e alimentam "um comércio explorador".   Segundo McAskill, a lei que entrou em vigor nesta segunda corrige "a injustiça legal segundo a qual somente eram punidas as pessoas que se prostituem, mas não aquelas que solicitam seus serviços". "Aqueles que deixam a comodidade de seus lares para explorar mulheres vulneráveis terão que fazer frente a todo o peso da lei", afirmou.   A nova legislação ainda aboliu uma zona de tolerância na cidade de Aberdeen, segundo a Polícia.   Agentes policiais patrulharão a partir desta segunda a região e "deterão qualquer veículo ou os indivíduos que estiverem ali com o objetivo de solicitar os serviços de uma prostituta".   A Polícia tomará os dados pessoais dos infratores e, em uma primeira fase, informará o que diz a nova lei, embora em alguns casos possa levá-los a um promotor.   Para Jan MacLeod, do grupo "Women's Support Project" (Projeto de Apoio à Mulher), trata-se da primeira lei escocesa que pune os homens que solicitam os serviços sexuais, prática que "está na raiz da prostituição".

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