Espanha detém seis pessoas ligadas ao terrorismo islâmico

Grupo desarticulado arrecadava fundos para terroristas presos e praticava apologia ao terrorismo

Efe,

24 de outubro de 2007 | 06h19

A Guarda Civil espanhola deteve nesta quarta-feira, 24, seis integrantes de um grupo de extremistas islâmicos acusados de supostamente colaboravam no apoio à jihad (guerra santa) em diversos países, especialmente no Iraque. As detenções aconteceram na província de Burgos e, segundo o Ministério do Interior, o grupo desarticulado realizava reuniões clandestinas, arrecadava fundos para terroristas presos, praticava apoio aos extremistas e apologia do terrorismo, e desenvolvia a captação e doutrinamento de possíveis mujahedins (combatentes islâmicos). Além disso, o grupo divulgava material audiovisual e propaganda jihadista. A operação incluiu buscas em seis casas e um açougue administrado por membros da célula. A Guarda Civil apreendeu documentos e computadores, que estão sendo analisados. Grande parte da atividade da célula acontecia em fóruns e "chats" de internet de acesso restrito. Segundo a Guarda Civil, isso é uma evidência de que o grupo constituía a primeira rede detectada e desarticulada na Espanha de uma "jihad mundial" através da rede. Na Espanha, o grupo era liderado por Abdelkader Ayachine, de origem argelina. O seu braço direito era Wissan Lotfi, de origem marroquina. Os líderes admitiram que seguem os princípios do salafismo jihadista. Eles se identificaram como "Os Ansar", como algumas organizações terroristas que atuam no Iraque. A investigação detectou vinculações com países estrangeiros e contou com a colaboração de Agências de Segurança e Inteligência de outros países, entre eles Suécia, Estados Unidos e Dinamarca. Matéria ampliada às 08h50.

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