Espanha diz que EUA aceitam receber presos políticos cubanos

Dissidentes podem ir para território americano 'desde que cumpridas as normas do país'

REUTERS

22 de agosto de 2010 | 10h38

MADRI - A Espanha anunciou neste domingo, 22, que os EUA se disseram dispostos a receber presos políticos cubanos liberados após intervenção diplomática do país ibérico e da Igreja Católica.

 

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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, telefonou ao ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, que participou das conversações envolvendo membros da igreja e do governo cubano, para agradecê-lo pelos esforços e para oferecer apoio dos EUA.

"Hillary expressou a Moratinos a disposição dos EUA em aceitar presos políticos desde que cumpridas as atuais normas americanas", disse à Reuters um porta-voz do ministério.

O governo de Cuba anunciou no início de julho que libertaria 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha.

 

Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Eles cumpriam até 28 anos de prisão. Já foram libertados 26 presos deste grupo. Todos embarcaram para a Espanha com suas famílias.

 

A Comissão Cubana de Direitos Humanos, um órgão independente, mas tolerado pelo regime, disse que após a libertação dos 52 dissidentes ainda restarão cerca de 100 presos políticos na ilha. A cifra, no entanto, é contestada por outros órgãos, como a Anistia Internacional, segundo a qual só restará em Cuba um "preso de consciência."

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