Espanha nega extradição de Isabelita Perón à Argentina

A Audiência Nacional espanholarecusou-se na segunda-feira a extraditar para a Argentina aex-presidente María Estela Martínez de Perón, conhecida como"Isabelita", assim que uma corte determinou que ela não estávinculada aos casos de desaparecimento e tortura ocorridosdurante seu governo, nos anos 1970. A justiça argentina pediu, em 2007, a extradição deIsabelita Perón por dois casos: pelo desaparecimento dosestudantes Héctor Fagetti e Jorge Valentín Barón, em 1976, epor sua relação com a reunião em que foram decididos os crimesdo grupo chamado Triple A. A Segunda Seção da Sala Penal do tribunal supremo daEspanha, presidida pelo juiz Fernando García Nicolás,considerou que os delitos não podem ser considerados crimescontra a humanidade e que, por isso, já prescreveram, segundo aresolução judicial publicada na segunda-feira. O texto judicial aponta que, se há delito, é colaboraçãocom associação ilícita, no caso de seus vínculos com a Triple A-- grupo paramilitar que operou durante seu mandato e fezmilhares de argentinos, principalmente de esquerda,desaparecerem. O texto afirma que o fato da acusada ter nacionalidadeespanhola não foi motivo para a negação da extradição. Isabelita Perón foi presidente da Argentina de 1974 a 1976e foi detida em sua casa em Madri em janeiro de 2007, depoisque a justiça argentina pediu a sua prisão. A viúva de Juan Domingo Perón, de 77 anos, está emliberdade provisória, à espera da decisão judicial sobre suadeportação. (Reportagem de Inmaculada Sanz)

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