Espanha pede que Venezuela explique 'congelamento' das relações

Secretária de Estado espanhola deve se encontrar com chanceler venezuelano para pedir explicações

REUTERS

26 de novembro de 2007 | 12h52

O governo da Espanha pedirá à Venezuela,nesta segunda-feira, explicações sobre o "alcance" dasdeclarações do presidente Hugo Chávez sobre o congelamento dasrelações com o país europeu, medida adotada depois da discussãoenvolvendo o dirigente venezuelano e o rei espanhol, JuanCarlos. A secretária espanhola de Estado para a América Latina,Trinidad Jiménez, informou que se reunirá com o embaixador daVenezuela em Madri, Alfredo Toro Hardy, para requisitar umaexplicação depois de Chávez ter dado a declaração sobre ocongelamento no domingo. Na mesma oportunidade, o presidente da Venezuela anuncioutambém o congelamento das relações com a Colômbia porque estepaís decidiu não mais permitir que Chávez negociasse alibertação de reféns com um grupo guerrilheiro colombiano. As relações da Venezuela com a Espanha ficaram tensas poucodepois de o rei Juan Carlos ter mandado Chávez se calar durantea última Cúpula Latino-Americana. O presidente da Venezuelaexigiu um pedido de desculpas. "O mesmo vale para a Espanha. Enquanto o rei da Espanha nãose desculpar, eu manterei congeladas as relações com a Espanhaporque aqui há dignidade", afirmou Chávez no domingo,reiterando a exigência de um pedido de desculpas. Jiménez telefonou na segunda-feira de manhã para oembaixador da Venezuela, com quem deve se reunir à tarde. Mas odiplomata já adiantou que a declaração de Chávez "nãoacrescenta nada de novo", segundo afirmou a Secretaria deEstado. "Consideramos que a relação bilateral com a Venezuela ésuficientemente importante para manter-la ativa", disse Jiménezà emissora de rádio espanhola RNE. Chávez está em campanha para o referendo do projeto dereforma constitucional que acontecerá em 2 de dezembro. Opresidente busca mudanças para aprofundar sua revoluçãosocialista e obter o direito de ser reeleito indefinidamente.

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