Espanha pede volta de diálogo entre União Européia e Rússia

Próxima cúpula da UE pode ter a Rússia; alguns países defendem retirada de tropas da Ossétia do Sul e Abkházia

EFE

13 de outubro de 2008 | 09h23

O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, disse nesta segunda,13, que a "Rússia cumpriu seus compromissos" na Geórgia, razão pela qual se mostrou a favor de que a União Européia (UE) retome o diálogo estratégico com Moscou, suspenso em resposta ao conflito de agosto.   "Estamos satisfeitos. A Rússia cumpriu com o que havia se comprometido", disse Moratinos, situando a Espanha no grupo de países europeus favorável às negociações para a assinatura de um ambicioso acordo de associação com o Kremlin.   Nesta segunda-feira, os ministros de Assuntos Exteriores da UE tentarão superar suas divergências para retomar os contatos sobre um acordo vital para seus interesses energéticos.   Para Moratinos, é preciso preparar a próxima cúpula com a Rússia, prevista para 14 de novembro, em Nice, "nas melhores condições".   Ao chegar para o encontro de ministros, o da Finlândia, Alexander Stubb, disse que "não é realista" esperar uma decisão sobre essas negociações antes dos dias anteriores à reunião do mês que vem.   Dentro da UE, há uma maioria de Estados-membros a favor das conversas com a Rússia, mas outro grupo de países (Reino Unido, Suécia, Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia) acha que o processo só deve ser retomado quando os russos deixarem a Ossétia do Sul e a Abkházia.   Já o chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, afirmou que, embora a Rússia tenha se retirado das zonas de segurança estabelecidas ao redor das províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, "há regiões" que o país ocupa "agora nas quais não estava em 7 de agosto".   As negociações para o acordo com os russos foram suspensas pela UE em 1º de setembro, "até o recuo das tropas russas a posições anteriores a 7 de agosto".

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