Espanha prende 22 partidários do Batasuna por ligação com ETA

Entre os detidos está Joseba Permach, líder do grupo desde que Arnaldo Otegi foi preso em junho

Agências internacionais,

05 de outubro de 2007 | 08h18

A polícia espanhola prendeu 22 membros do partido ilegal Batasuna nesta sexta-feira, 5, por suspeita de ligação com o grupo separatista ETA. Autoridades invadiram um encontro do partido na quinta-feira, cidade basca de Segura, onde os 22 detidos estavam reunidos.   Os partidários presos foram levados para interrogatório em Madri. Segundo o jornal britânico The Guardian, o juiz espanhol Baltasar Garzón, principal legislador antiterrorismo e que ordenou as detenções, o encontro serviria para a transferência do poder do partido a novos líderes, que foi enfraquecido com as últimas prisões.   Entre os detidos está Joseba Permach, que atualmente é o porta-voz do partido desde que o líder do grupo, Arnaldo Otegi, foi preso em junho por "glorificar o terrorismo".   A União Européia e o Departamento de Estado americano classificam o partido Batasuna e a ETA como organizações terroristas.   O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou na quinta-feira que "não há nenhuma expectativa" de que o Executivo inicie um diálogo com a organização terrorista basca ETA caso os socialistas vençam as eleições do próximo mês de março.   Perguntado diretamente sobre essa possibilidade durante uma entrevista à rede de televisão "Telecinco", Zapatero afirmou que a ETA só tem uma escolha: deixar as armas e abrir mão da violência. "Do meu ponto de vista, a ETA sabe perfeitamente que nunca vai conseguir nada no terreno dos objetivos políticos", afirmou.   Referendo basco   Questionado sobre a atitude do presidente regional basco, Juan José Ibarretxe, que há uma semana provocou polêmica ao anunciar um plebiscito sobre o futuro do País Basco, a ser realizado no ano que vem, Zapatero assinalou que a consulta não ocorrerá, pois o Governo central é o único capacitado por lei para essas convocações.   Zapatero disse também que tentará, por meio do diálogo, convencer Ibarretxe a desistir do plebiscito.

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