Espanha receberá outros nove presos políticos cubanos

De acordo com o ministro Miguel Angel Moratinos, os dissidentes vão chegar nesta terça, 20, e ficarão junto com os outros 11 ex-prisioneiros que já se encontram na Espanha

Associated Press

18 de julho de 2010 | 09h50

União. O ministro Miguel Angel Moratinos pediu compreensão aos espanhóis e aos cubanos durante o processo burocrático de adaptação dos dissidentes

 

 

 

MADRI - Outros nove dissidentes cubanos irão viajar para Madri com o objetivo de viver em liberdade acompanhados de 50 familiares, informou neste domingo, 18, o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos.

 

Durante uma visita ao Casaquistão, o ministro afirmou para a rádio madrilhena Cadena Ser que os dissidentes vão chegar nesta terça, 20, e ficarão junto com os outros 11 ex-prisioneiros que já se encontram na Espanha.

 

A admissão dos 20 dissidentes cubanos no país é parte de um compromisso firmado entre o regime cubano, o governo espanhol e a Igreja Católica cubana para libertar 52 presos políticos que estão atrás das grades desde 2003.

 

Moratinos não revelou os nomes dos dissidentes, mas disse que todos decidiram viajar por vontade própria. "Eles vêm para a Espanha porque querem, é importante dizer. Ninguém vêm contra a vontade", explicou.

 

Segundo o ministro, todos os ex-presos políticos vão receber uma permissão de trabalho e residências espanholas pelo prazo de três a quatro meses. Ele também pediu a compreensão dos espanhóis e dos cubanos durante o processo burocrático que isso implica.

 

"Não peço gratidão, mas um pouco de compreensão por parte de todos aqueles que têm recebido o compromisso deste governo e de toda a sociedade espanhola para ajudá-los neste nova etapa"

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