Espanha tenta 'acalmar' situação com a Venezuela

O governo espanhol tenta "acalmar" asrelações com a Venezuela depois do incidente do fim de semana,na 17a Cúpula Ibero-Americana, entre o rei Juan Carlos e opresidente Hugo Chávez, disse a secretária espanhola para aIbero-América, Trinidad Jiménez. Durante a sessão de encerramento da cúpula de Santiago, orei, habitualmente sereno, se irritou com ofensas de Chávezcontra o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar emandou que o venezuelano se calasse quando interrompeu umdiscurso do atual premiê da Espanha, José Luís RodríguezZapatero. "Um governo responsável, diante de um incidente dessascaracterísticas, deve em primeiro lugar esgotar as vias paraaplacar o incidente, evitar os riscos e efeitos negativos quepossa ter, tanto no plano bilateral quanto no multilateral",disse Jiménez à rádio Cadena SER. "Dentro do respeito que evidentemente exigimos à mais altarepresentação do Estado, que é o rei da Espanha, e a qualquerdirigente político, como o ex-presidente (de governo) Aznar,achamos que é importante tentar acalmar a situação, reconduzira relação e evitar a escaldada de desqualificações e ataques",acrescentou a ministra. Chávez chamou Aznar repetidamente de "fascista" e o acusoude ter apoiado o golpe de Estado que o venezuelano sofreu em2002. Ao ouvir isso, Zapatero interveio e pediu respeito a Aznar,seu adversário. Mas Chávez replicava e o interrompia, o queirritou o monarca. "Por que não você não se cala?", disse Juan Carlos, quedeixou o plenário quando mais tarde o presidente nicaraguense,Daniel Ortega, insistiu nas críticas a Aznar. No domingo, Chávez voltou ao tema, questionando se opróprio Juan Carlos sabia dos planos golpistas de 2002. O secretário-geral do Partido Popular (de Aznar), AngelAcebes, pediu na segunda-feira que o governo convoque oembaixador venezuelano na Espanha "para formular um enérgicoprotesto pelos insultos e acusações contra, entre outrosespanhóis, sua majestade, o rei". (Reportagem de Teresa Larraz)

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