Espanhóis fazem protestos contra a crise

Os espanhóis mantêm os protestos contra o gerenciamento da crise econômica pelos políticos do país em Puerta del Sol, em Madri, no domingo, depois de a polícia expulsar manifestantes da praça central na madrugada e deter 18 pessoas.

REUTERS

13 Maio 2012 | 15h55

As autoridades tentaram evitar, no primeiro aniversário do movimento popular "Indignados", uma repetição do acampamento em praça pública do ano passado que durou um mês. Os ativistas reclamam da deterioração da economia espanhola.

A polícia prendeu 18 pessoas em Puerta del Sol durante a noite por resistirem a uma ordem para deixar o local. Os manifestantes se reuniram de novo na praça durante o dia pedindo a libertação dos 18, cantando: "Nós não estamos todos aqui."

No sábado, dezenas de milhares de espanhóis saíram às ruas em 80 cidades de todo o país, agitando bandeiras e gritando contra os banqueiros e os políticos que eles culpam pela pior crise da Espanha em décadas.

Os Indignados ganharam a atenção mundial em maio passado e inspiraram outros movimentos populares contra as políticas de austeridade que estão voltadas a reduzir a dívida e a tranquilizar investidores, embora críticos afirmem que elas atingem o padrão de vida de todos, exceto elites ricas.

Desde então, o desemprego espanhol aumentou para 24 por cento, a economia entrou em recessão, um banco foi nacionalizado e cortes de gastos atingiram a saúde pública e a educação.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy do conservador Partido Popular defendeu as medidas de austeridade de seu governo no domingo, dizendo que elas eram necessárias para tirar o país da crise econômica.

"Nós vamos sair dessa (crise), se o governo não se cansar de fazer reformas, e o governo não vai se cansar", disse Rajoy.

Movimentos como o dos Indignados têm recebido apoio de todos os setores da sociedade espanhola - desde jovens a idosos, e enquanto os críticos dizem que eles não conseguiram causar um impacto político, os manifestantes estão dispostos a renovar a sua visibilidade.

"Por um lado os ativistas estão tomando uma postura crítica sobre o agravamento da crise ... e, por outro lado, eles estão mostrando que eles ainda estão lá, eles não desapareceram", disse Jesus Sanz, sociólogo da Universidade Autônoma de Barcelona.

Os manifestantes prometeram quatro dias de manifestações até 15 de maio, o dia em que o acampamento de um mês de duração foi iniciado no ano passado. Na segunda-feira, os ativistas planejam se reunir diante do Madrid Bankia, que foi nacionalizado na semana passada.

(Reportagem de Tracy Rucinski, Emma Pinedo e Silvio Castellanos)

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