Estônia anuncia que pode receber presos de Guantánamo

Decisão ocorre depois da vizinha Lituânia considerar refúgio; destino dos 245 prisioneiros continua incerto

AP e Reuters,

19 de fevereiro de 2009 | 16h48

O governo da Estônia anunciou nesta quinta-feira, 19, que considera receber presos da prisão naval americana de Guantánamo, em Cuba. A porta-voz Inga Jagomae afirmou que o assunto foi discutido nesta quinta e que "foi decidido em princípio que a Estônia está aberta para negociações a respeito dos prisioneiros de Guantánamo". A decisão ocorre semanas depois da vizinha Lituânia declarar que considera um pedido americano para receber dois detentos da prisão.   Veja também: Tribunal veta libertação de 17 presos de Guantánamo Saiba mais sobre a base naval de Guantánamo   Após a ordem do presidente Barack Obama para o fechamento da detenção em um ano, várias nações europeias começaram a discutir se poderiam aceitar os presos que não podem retornar a seus países por riscos de perseguição. O destino dos cerca de 245 prisioneiros de Guantánamo gerou críticas de vários setores nos EUA, que levantam questões sobre os riscos das libertações.   Nesta semana, a presidente da Câmara dos Deputados americana, Nancy Pelosi, declarou que Obama não vai pedir aos aliados de Washington que recebam os detentos. O governo do ex-presidente George W. Bush fracassou em persuadir seus aliados, particularmente os da União Europeia, a abrigar presos que não pudessem retornar aos seus países e que os EUA também não queriam aceitar.   No mês passado, o alto representante de Segurança Comum e Política Externa da União Europeia (UE), Javier Solana, pediu ao bloco que oferecesse ajuda aos EUA para o fechamento da prisão. O Pentágono diz que cerca de 520 detentos foram libertados de Guantánamo desde 2002. Outros 60 foram declarados aptos para transferência, mas seguem presos devido à pendências com outros governos.

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