Estudante iraniano é assassinado em Moscou

Polícia investiga as circunstâncias do crime e estuda a abertura de um processo penal por xenofobia

Efe,

17 de setembro de 2007 | 06h59

Um estudante universitário iraniano, filho de um funcionário da embaixada do Irã na Rússia, foi  assassinado no domingo com várias punhaladas no distrito sudoeste de Moscou, segundo informações do Ministério do Interior russo divulgadas nesta segunda-feira, 17. O comunicado identificou a vítima, que estava no primeiro ano de um curso no Instituto de Energia de Moscou, como Akhmad Reza Jorrani, de 19 anos, filho do funcionário da embaixada Ali Akrama Jorrani.  "A vítima recebeu várias punhaladas e morreu a caminho do hospital", assinalou uma fonte citada pelos jornais digitais russos.  Segundo o Ministério do Interior russo, o estudante iraniano foi encontrado na rua, perto de um complexo residencial para funcionários de embaixadas. A Polícia russa investiga as circunstâncias do  assassinato e estuda a abertura de um processo. O promotor distrital, Dmitri Shershakov, disse queexistem "várias versões sobre os motivos do assassinato", e que "as principais" são de "um conflito pessoal" e de crime por "racismo".Em nota, a embaixada da República Islâmica do Irã declarou que espera que as autoridades russas tomem as medidas pertinentes para encontrar o assassino, a fim de garantir a segurança das famílias dos diplomatas iranianos.XenofobiaRecentemente, a Justiça russa desarticulou uma organização criminosa que tinha cometido vários assassinatos por motivos xenófobos, em sua maioria contra imigrantes centro-asiáticos.Segundo números da organização de direitos humanos Sova (Coruja), 31 os assassinatos foram cometidos na primeira metade do ano na Rússia por motivos racistas, quase o dobro que no primeiro semestre de 2006, em que 17 pessoas morreram.A maioria dos ataques é de responsabilidade de "skinheads" ou militantes de grupos ultranacionalistas contra imigrantes do Cáucaso e da Ásia Central, estudantes estrangeiros e membros de minorias sexuais.Em maio, um estudante de artes de 18 anos confessou  ter matado 37 pessoas por motivos xenófobos. Enquanto as autoridades calculam o número de "skinheads" em pelo menos 6.000, organizações de direitos humanos falam em mais de 70.000, sem contar os membros de grupos de nacionalistas russos que compartilham da ideologia xenófoba.

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