Estudantes de Roma denunciam agressão de grupo fascista

Segundo universitários, ataques de neofascistas armados com barras de ferro deixaram três feridos

Ansa,

27 de maio de 2008 | 18h59

Um grupo de estudantes antifascistas da Universidade La Sapienza de Roma denunciou nesta terça-feira, 27, uma agressão cometida por um "grupo de fascistas armados com barras de ferro e bastões", que deixou "vários feridos". Segundo eles, a agressão ocorreu a poucos metros da universidade e deixou três feridos, mas a polícia ainda não confirmou a versão.  Os três estudantes que deram entrada no pronto-socorro do hospital Policlínico Umberto I apresentavam feridas e lesões "sem gravidade". A denúncia foi feita pela organização Estudantes Antifascistas da Sapienza, que declararam que a agressão "durou mais do que dez minutos, ocorreu em plena luz do dia e diante de centenas de pessoas".  Para a organização, o ocorrido serve como "testemunha para o clima de impunidade absoluta do qual os neofascistas gozam nessa cidade". Uma primeira reconstituição do ocorrido mostrou que no momento da agressão alguns estudantes estavam colando cartazes contra a presença do grupo de extrema direita Forza Nuova na universidade.  Nesse momento, chegaram cinco pessoas "entre 30 e 40 anos, que seguramente não eram estudantes, mas membros da Forza Nova", afirmou um dos estudantes que se achava no local quando o grupo foi ferido. "Chegaram em três carros: com dois bloquearam o tráfego e do terceiro saíram com barras de ferro, bastões e correntes e nos atacaram pelas costas", continuou a testemunha, que pediu para não ser identificada. Segundo o relato do estudante, seus três colegas que foram levados ao hospital têm diversas lesões, sendo a mais grave uma fratura no crânio. Em uma coletiva de imprensa convocada por estudantes antifascistas da universidade, algumas testemunhas declararam ter "reconhecido nos agressores membros da associação Forza Nuova, que andavam pelo campus." "A violência em Roma deve ser condenada sem nenhum atenuante: a Universidade La Sapienza não pode ser lugar de choques e violência política", disse hoje o prefeito de Roma, Gianni Alemanno.  "A Sapienza, lugar de tantos anos de violência por parte de extremismos de direita e de esquerda, deve voltar a ser um lugar exclusivamente de cultura, discussão pacífica das idéias e crescimento educativo", acrescentou o prefeito.

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