Estudantes e professores protestam contra reforma em Roma

Ato reúne mais de 1 milhão; eles pedem a renúncia da ministra da Educação e anulação de mudanças no setor

Efe,

30 de outubro de 2008 | 15h18

Estudantes e professores fizeram uma passeata nesta quinta-feira, 30, em Roma pedindo a renúncia da ministra da Educação Mariastella Gelmini e a anulação da lei de autoria do governo aprovada na quarta pelo Senado italiano que, entre outros tópicos, reduz em mais de 8 bilhões de euros o orçamento das escolas públicas. Segundo os organizadores, o ato reuniu 1 milhão de pessoas. Alguns cartazes usados na manifestação representavam Gelmini com um machado, em referência a este corte de orçamento.  Veja também:Senado italiano aprova reforma educacional sob protestos Fotos: Efe Outros afirmavam que a mobilização pretendia defender o futuro dos estudantes, enquanto alguns perguntavam "Onde foi parar o dinheiro da escola?" e "A escola? Presente. Gelmini incompetente". Políticos de oposição ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi também participaram do ato, entre eles o líder do Partido Democrata (PD), Walter Veltroni, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Fausto Bertinotti e o principal nome do partido Itália dos Valores, Antonio Di Pietro.  Além do orçamento das escolas públicas como um todo, a lei de educação, em sua parte financeira, prevê cortes de mais de 87 mil postos de trabalho de docentes, bloqueio de contratos de professores temporários e redução de 44,5 mil empregos administrativos. Nos aspectos acadêmicos e administrativos, ela estipula volta ao colégio do mestre único, fechamento de colégios em locais isolados, aumento de estudantes por classe, redução de horas letivas e introdução da nota de conduta.  A manifestação terminou sem distúrbios, mas a Polícia precisou bloquear o tráfego em grande parte da cidade, obrigando os transportes públicos a modificarem seus trajetos.

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