Estudantes protestam contra reforma educacional na Itália

Entre as medidas apoiadas por Berlusconi está a separação de italianos e estrangeiros nas instituições de ensino

Agências internacionais,

14 de novembro de 2008 | 10h06

Milhares de estudantes, professores e pesquisadores universitários protestaram nesta sexta-feira, 14, em diversas cidades da Itália contra a reforma educacional aprovada pelo Senado que prevê corte de 1,5 bilhões de euros em cinco anos.   Foto:AP   Na capital nacional Roma, milhares de estudantes e professores, apoiados pelas centrais sindicais Cgil e Uil, chegaram em trens e ônibus de locais como Florença, Apúlia e Nápoles. Já em Cagliari, capital regional da Sardenha, outros manifestantes representaram uma peça em que a educação pública é esfaqueada pelo Governo, representado por jovens com máscaras do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, da ministra da Educação, Mariastella Glemini, e do ministro da Economia, Giuglio Tremonti. Na encenação, os ministros levam uma faca com a qual "assassinam" a educação. Na capital da Sicília, Palermo, o número de manifestantes foi estimado em 25 mil pessoas.   Uma das medidas mais polêmicas do plano é a separação dos estudantes italianos e estrangeiros nas escolas. A reforma também possibilita transformar as universidades em fundações privadas, e estabelece que apenas 20% dos postos vagos por aposentadoria serão preenchidos por novos professores.    

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