ETA provoca atentado a bomba em Bilbao e fere 7 policiais

Polícia espanhola isola a área após receber ligação com o local em que o artefato seria detonado

Associated Press e Efe,

17 de abril de 2008 | 05h11

Sete policiais foram feridos em uma explosão a bomba na sede do partido socialista nesta quinta-feira, 17, na cidade basca de Bilbao após uma ligação telefônica em nome do grupo armado ETA, disse um porta-voz da polícia local. Imóveis e veículos também foram danificados.   A bomba explodiu às 6h (hora local). Segundo o departamento de Interior do governo autônomo basco, dois policiais tiveram os ouvidos afetados, outro foi lançado ao solo pela explosão quando voltava de um chamado de socorro a uma pessoa com deficiência física e outros quatro tiveram lesões leves quando caíram sobre eles cacos de vidro.   O artefato foi descoberto às 5h10 (hora local). Em seguida os vizinhos da região foram desalojados. Um chamado em nome da ETA foi feito para o departamento de tráfico regional. Cerca de meia hora antes foi dito onde e quando a explosão iria ocorreu, disse o porta-voz da polícia, que falou na condição de anônimo por temer retaliações.   A explosão afetou a tubulação geral da rede de distribuição de águas. A Ertzaintza - polícia autônoma - e a polícia municipal de Bilbao mantêm um amplo cordão em torno da zona em que foi registrada a explosão. A bomba provocou destroços consideráveis em um edifício e danos em locais próximos, além de vários veículos estacionados no lugar, um dos quais acabou destroçado.   A explosão acontece um dia após o rei Juan Carlos inaugurar o Parlamento em Madri. O atentado em Bilbao é a terceira ação terrorista desde a ruptura do cessar-fogo. Em dezembro e fevereiro, a ETA já havia empreendido contra membros do partido do presidente José Luís Zapatero.Após o atentado, o conselheiro de Interior do governo regional basco, Javier Balza, advertiu que o "risco é alto" até que não se detenha a ETA responsável por esses atentados no País Basco desde o fim da trégua.   O ETA matou mais de 825 pessoas desde o final de 1960 na campanha pela independência do país basco no norte da Espanha e sudoeste da França. O grupo declarou o cessar-fogo em março de 2006, mas voltou a atacar depois que negociações com Zapatero não foram bem sucedidas. Desde então dois policiais foram mortos, além de um político.

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