EUA apoiam entrada de Moldova na Otan

Ingresso da ex-república soviética no grupo deve sofrer resistência da Rússia

Associated Press,

22 de outubro de 2009 | 08h54

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta quinta-feira, 22, que a ex-república soviética de Moldova deve se juntar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assim que estiver pronta, um movimento diplomático que não deverá ser apoiado pela Rússia. A declaração de Biden foi dada durante sua visita à Romênia, nação aliada a Moldova e que pressiona pela entrada do país no bloco.

 

"Nós compartilhamos o desejo de que os vizinhos da Romênia, inclusive Moldova, continuem a trilhar o caminho para a democratização e para as reformas econômicas e que eles possam integrar as instituições euro-atlânticas quando estiverem prontos", disse o vice de Obama durante uma conferência com a imprensa em Bucareste, referindo-se à Otan e à União Europeia.

 

Comunistas pró-Rússia controlaram o governo de Moldova de 2001 a 2009, quando perderam as eleições para uma aliança pró-Ocidente em junho. A nova coalizão planeja reformas econômicas e democráticas e que aproximar o país das outras nações europeias.

 

Moldova já faz parte da programa de paz da Otan e enviou tropas para o Iraque. Os quatro partidos pró-Ocidente do país dizem querer uma aproximação com a organização, mas ainda não pretendem se unir a grupo.

 

A Rússia se opôs com vigor à entrada de ex-nações soviéticas na Otan, como Ucrânia e Geórgia. O Kremlin deve se posicionar contrariamente também à entrada de Moldova, mesmo que o país não faça fronteira com o território russo.

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