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EUA criticam Rússia por violações de direitos humanos

Os EUA criticaram a Rússia naterça-feira pela situação dos direitos humanos no país,acusando o governo russo de corrupção, intimidação dos meios decomunicação e abusos nas eleições, e responsabilizando asforças de segurança russas por assassinatos e tortura. Em seu relatório anual sobre a situação dos direitoshumanos em mais de 190 países no ano passado, o Departamento deEstado norte-americano criticou ainda seus alvos usuais: oPaquistão, o Afeganistão, a Coréia do Norte, o Irã, o Sudão, aChina, o Nepal, a Síria e o Zimbábue. "Os países nos quais o poder se concentra nas mãos dedirigentes que não se sujeitam a nenhum tipo de controlecontinuam a ser os violadores mais sistemáticos dos direitoshumanos no mundo", afirmou o documento. Detalhando as violações dos direitos humanos na Rússia, orelatório citou vários abusos do governo em 2007, além deoutros casos. A persistente concentração de poder nos setores doExecutivo enfraqueceu os mecanismos de controle sobre ogoverno. Os partidos da oposição viram-se cerceados e aseleições de dezembro para a Duma (Câmara Baixa do Parlamento)foram marcadas por problemas na campanha e no dia da votação. "As forças de segurança participaram, segundo denúncias, decasos de assassinato, tortura, abuso, violência e outras formashumilhantes de tratamento, geralmente de modo impune", disse orelatório a respeito da Rússia. O relatório não incluiu as eleições presidenciais deste anona Rússia, criticadas por observadores ocidentais e pelos EUA.O vencedor da eleição foi Dmitry Medvedev, protegido do atualpresidente, Vladimir Putin. Medvedev disse que pedirá a Putinque assuma o cargo de primeiro-ministro. Ao mesmo tempo em que criticou o governo russo, oDepartamento de Estado afirmou ter "ciência" das críticasinternacionais sobre as violações dos direitos humanoscometidas pelos próprios EUA. Críticas duras foram feitas à forma como osnorte-americanos têm tratado os acusados de terrorismo presosna base naval dos EUA na baía de Guantánamo, na Ilha de Cuba. "O governo dos EUA continuará a ouvir as preocupações sobrenossas ações e responder prontamente a elas, entre a quais asmedidas que adotamos para defender nosso país da ameaça globaldo terrorismo", disse. (Reportagem adicional de Susan Cornwell e Arshad Mohammed)

SUE PLEMING, REUTERS

11 de março de 2008 | 15h40

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