EUA e Rússia iniciam diálogo para desarmamento nuclear

Primeiras conversas oficiais para redução de armas estratégicas começa em Moscou a portas fechadas

Agências internacionais,

19 de maio de 2009 | 08h00

As primeiras conversas oficiais entre Rússia e Estados Unidos para elaborar um novo tratado de redução de armas estratégicas começaram nesta terça-feira, 19, em Moscou, informou a agência russa Interfax.

 

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A delegação de especialistas russos é liderada pelo diretor do Departamento de Segurança e Desarmamento da Chancelaria, Anatoli Antónov, e a dos americanos pela subsecretária de Estado, Rose Gottemoeller. Espera-se que tenha uma duração de dois dias a primeira rodada das consultas, cujo objetivo é elaborar em cinco meses um novo acordo para substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), que expira em 5 de dezembro deste ano.

 

"Estamos dispostos a um diálogo construtivo e esperamos que o otimismo que as duas partes manifestam se traduza em resultados práticos", disse um porta-voz do Ministério de Exteriores russo, citado pela Interfax. Ele acrescentou que a rodada de Moscou "não será uma simples troca de opiniões, mas um debate sobre o futuro tratado no qual as partes anteciparão suas propostas concretas".

 

As negociações acontecem a portas fechadas e as duas partes destacaram que se trata de reuniões de trabalho, por isso dificilmente acontecerão declarações públicas durante seu desenvolvimento. Segundo Moscou, as duas partes estão de acordo em que o Tratado Start não pode ser prolongado e em que o novo documento deverá fixar uma redução no futuro dos arsenais estratégicos, que não será radical, pois nenhuma das partes está preparada para isso.

 

O novo acordo substituirá o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start-1, na sigla em inglês), assinado em 1991, que expira em dezembro. Atualmente, os EUA têm 2,2 mil mísseis nucleares estratégicos e a Rússia, 2,8 mil. Segundo o último acordo bilateral relevante, o Tratado sobre Reduções Estratégicas Ofensivas (Sort, na sigla em inglês), de 2002, Rússia e EUA deveriam manter um limite de ogivas entre 1,7 mil e 2,2 mil. A expectativa é de que o novo tratado supere as reduções previstas no Sort.

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