EUA negam sobrevôo de bombardeiros russos sobre Guam

Pentágono diz que russos foram detectados, mas não chegaram perto suficiente para serem interceptados

Associated Press,

10 de agosto de 2007 | 17h48

O Pentágono negou nesta sexta-feira, 10, que bombardeiros russos tenham sobrevoado a base militar da ilha de Guam, no Oceano Pacífico. As declarações contradizem as informações divulgadas pelo major Pavel Androsov, comandante das operações de longo alcance da Força Aérea russa, que havia afirmado que dois aviões TU-95 teriam realizado exercícios militares na região na última quarta-feira.   As operações, segundo Androsov, eram comuns durante os anos de Guerra Fria. O comandante russo disse ainda que os pilotos americanos rastrearam os bombardeiros e que pilotos dos dois países "trocaram sorrisos", antes de os russos voltarem para a casa.   De acordo com fontes do Pentágono, de fato duas aeronaves russas foram detectadas pelos radares da base militar voando ao sul da ilha, mas não chegaram perto o suficiente para que caças americanos pudessem interceptá-los.   "Forças norte-americanas estavam preparadas para interceptar os bombardeiros, mas eles nunca chegaram perto o suficiente de nenhum navio da Marinha dos EUA ou de nossa base em Guam para que pudéssemos realizar uma interceptação ar-ar", disse o tenente-comandante Chito Peppler, porta-voz do Pentágono.   Outra autoridade do Departamento de Defesa afirmou que os bombardeiros russos estavam a cerca de 490 quilômetros de Guam e a 160 quilômetros dos caças americanos mais próximos.   As duas versões contraditórias para o mesmo fato ocorrem em meio à deterioração das relações entre EUA e Rússia, causadas por uma política externa mais agressiva por parte do Kremlin, que tenta evitar a expansão da Otan na direção das ex-repúblicas soviéticas e pelos países da Europa Oriental.   Para muitos analistas, a retomada da Rússia de antigos hábitos da Guerra Fria seria uma forma de mostrar que está de volta ao jogo.

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