EUA negociam integrar radares em escudo ucraniano

Notícia gerou tensão em Moscou, que não mntém boas relações com o governo de Kiev

Efe,

15 de outubro de 2009 | 15h08

A Ucrânia confirmou nesta quinta-feira, 15, que os EUA lhe propuseram integrar os radares ucranianos no futuro escudo antimísseis, que Washington propõe desenvolver junto com a Organização do Tratado do atlântico Norte (Otan) e a Rússia.

 

"Este assunto se encontra em estado de estudo, em uma fase ainda inicial", informou o embaixador da Ucrânia nos EUA, Oleg Shamshur, ao responder uma pergunta durante uma entrevista coletiva em Kiev, segundo a agência Interfax Ucrania.

 

A imprensa americana informou na semana passada que o subsecretário de Defesa adjunto dos EUA para Assuntos de Segurança Internacional, Alexander Vershbow, tinha incluído a Ucrânia na lista de países onde poderiam ser instalados radares do futuro escudo antimísseis.

 

Embora nesta lista já estejam o radar russo de Armavir e o azerbaijano de Gabala, que a Rússia propôs aos EUA para utilizarem em conjunto, a notícia gerou preocupação em Moscou, devido a suas tensas relações com o governo de Kiev.

 

Alguns meios de comunicação russos indicaram a possibilidade de que os EUA planejem agora instalar na Ucrânia os elementos do escudo que desistiu de posicionar na Polônia (mísseis interceptores) e na República Tcheca (um radar), plano inicial rejeitado, em particular, por causa dos protestos de Moscou.

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