EUA proíbem testemunhas de fogo amigo de depor

Washington veta participação em tribunais do Reino Unido de militares na investigação da morte de 3 britânicos

Efe,

29 de agosto de 2007 | 09h09

As autoridades dos Estados Unidos continuarão negando a autorização para que testemunhas americanas da morte de soldados britânicos vítimas de "fogo amigo" no Iraque e Afeganistão prestem depoimento em tribunais do Reino Unido, segundo afirma a edição desta quarta-feira, 29, do jornal britânico The Times.   O Ministério de Defesa britânico, segundo o jornal, enviou aos juízes de instrução da Inglaterra e Gales um documento comunicando a recusa americana a ceder aos pedidos.   O relatório diz que os EUA "confirmam categoricamente" que não permitirão que testemunhas americanas colaborem nas investigações abertas por juízes britânicos para esclarecer os incidentes que ocorrem em algumas ocasiões em zonas de conflito.   No futuro, porém, as autoridades americanas poderão entregar informação confidencial para uso exclusivo dos órgãos militares de investigação, acrescenta a nota. No entanto, os investigadores britânicos não poderão reter o material americano ao fim das suas investigações.   O documento, que indignou os juízes britânicos, surgiu seis dias depois de três soldados britânicos morrerem no sul do Afeganistão. Aparentemente, os militares foram vítimas de uma bomba lançada por um caça F-15 dos Estados Unidos, que tentava repelir um ataque de combatentes taleban. No mesmo incidente, outros dois soldados foram feridos.   O relatório aponta que "enquanto os juízes de instrução continuam solicitando aos Estados Unidos a presença de testemunhas, deveriam ser conscientes de que o pedido será negado".   No entanto, o Ministério afirma que não muda a sua postura. "Continuamos comprometidos com o apoio ao trabalho de cada juiz britânico", diz a nota.

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