Euro pode se tornar principal moeda mundial, diz Noyer

O euro poderá se tornar a principal divisa do mundo na próxima década se os líderes do bloco de moeda única tiverem sucesso em sua integração fiscal, disse Christian Noyer, presidente do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, em um artigo que será publicado no Jornal du Dimanche.

REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 18h22

Os líderes europeus chegaram a um acordo histórico em uma reunião de emergência em Bruxelas, em 9 de dezembro, para elaborar um novo tratado de união econômica mais profunda, na tentativa de conter a crise da dívida, que ameaça causar o colapso da moeda única.

A notícia acalmou temporariamente os mercados. Mas a apreensão rapidamente reapareceu, uma vez que os detalhes finais do acordo ainda não foram determinados e um novo tratado poderá levar até três meses para ser negociado.

A agência de classificação Fitch disse que duvida que uma solução abrangente para a crise pode ser encontrada e pediu uma ação mais decisiva por parte do BCE.

"Se implementarmos todas as decisões tomadas na cúpula de Bruxelas, ficaremos mais fortes", disse Noyer no artigo, que deverá ser publicado para coincidir com o aniversário de dez anos do euro, em 1º de janeiro.

"Em dez anos, talvez o euro seja a moeda mundial número um."

Noyer, que também é governador do Banco da França, mostrou enorme entusiasmo com os méritos do euro, dizendo que havia protegido o poder de compra, melhorado o comércio e a competitividade e tornado os trabalhadores mais móveis.

Na última década, o euro tornou-se a segunda moeda de reserva do mundo, depois do dólar, e apenas os eurocépticos são contra da união monetária, disse ele.

Contrastando com a nostalgia de Noyer, uma pesquisa de opinião que também deverá ser publicada no Journal du Dimanche deste domingo mostrou que 50 por cento dos franceses achavam que a moeda única tinha sido uma má idéia, em comparação com 35 por cento que a aprovam.

Um outro artigo no Le Parisien de sábado mostrou o preço médio de uma cesta básica subiu 22 por cento desde o primeiro ano em que o euro entrou em circulação, com certos bens básicos, como a baguette, subindo até 30 por cento.

(Reportagem de Vicky Buffery)

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