Ex-chefe de espionagem italiano setenciado a 10 anos por caso da CIA

O ex-chefe da inteligência militar da Itália foi condenado nesta terça-feira a 10 anos de prisão por seu papel no sequestro de um clérigo muçulmano egípcio em uma operação organizada pelos Estados Unidos.

Reuters

12 de fevereiro de 2013 | 13h59

Um norte-americano ex-chefe de estação da CIA foi sentenciado à revelia a sete anos de prisão neste mês, após o imam Abu Omar ser sequestrado em 2003 em uma rua de Milão, e levado para o Egito para interrogatório durante a "guerra ao terror" dos EUA.

O tribunal de apelações de Milão sentenciou Niccolo Pollari, ex-chefe da agência de inteligência militar de Sismi, a 10 anos de prisão, e seu vice, Marco Mancini, a 9 anos.

O tribunal também determinou um montante provisório de 1 milhão de euros em danos ao imam, relatou a agência de notícias Ansa, bem com 500 mil euros à esposa do religioso.

Nicola Madia, advogado de Pollari, se disse perturbado pela decisão, e que seu cliente iria apelar para o Supremo Tribunal italiano. Pollari não terá que ir para a cadeia até que o processo de apelação se esgote.

(Reportagem de Sara Rossi)

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