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Ex-militar uruguaio na Itália alega inocência em caso Condor

O ex-militaruruguaio Jorge Tróccoli, preso na Itália e acusado pordesaparecimentos durante a ditadura que governou o país nadécada de 1970, afirmou que é inocente e só cumpria ordens,disse nesta quarta-feira seu advogado. Tróccoli foi detido na segunda-feira em Salerno, na Itália,após decisão judicial que ordenou a prisão de cerca de 140latino-americanos, incluindo brasileiros, suspeitos deenvolvimento na repressão contra simpatizantes da esquerdadurante a década de 1970 na América Latina. O magistrado romano emitiu 146 ordens de prisão paracidadãos brasileiros, uruguaios, argentino, peruanos,paraguaios, chilenos e bolivianos por envolvimento na repressãocoordenada, conhecida posteriormente como "Operação Condor". A Justiça expediu as ordens porque vários desaparecidostinham cidadania italiana. Também havia uma ordem de captura internacional para oex-militar uruguaio, determinada por um juiz de Montevidéu,após Tróccoli não ter se apresentado para depor sobre o caso dotransporte clandestino de prisioneiros políticos a partir daArgentina, em 1978, e o posterior desaparecimento deles. Por esse caso, foram presos na semana passada o ex-ditadorGregorio Alvarez e o ex-militar Juan Carlos Larcebau, que sãoacusados também de outros crimes cometidos entre 1973 e 1985. "Tróccoli está tranquilo, em primeiro lugar porque sedeclara absolutamente inocente, em segundo lugar, porque negaos feitos que eventualmente poderiam ser reais, mas não porisso relacionados com ele", disse o advogado Adolfo DomingoScarano. O advogado, em entrevista à Reuters, afirmou que "osepisódios aconteceram em um período em que ele era simplesmenteum subordinado". Tróccoli, atualmente na prisão romana de Regina Coeli, seráinterrogado na quinta-feira. Na Itália, o ex-militar é acusadopelo desaparecimento de alguns cidadãos italianos entre 1976 e1977. (Reportagem adicional de Patricia Avila em Montevidéu)

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