Olivier Morin/AFP
Olivier Morin/AFP

Ex-modelo envolvida em caso de Berlusconi teria sido envenenada com substância radioativa

Imane Fadil ficou conhecida em 2012 com o escândalo sobre as festas promovidas pelo ex-primeiro-ministro italiano

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2019 | 09h36

A recente morte da ex-modelo Imane Fadil, uma testemunha no julgamento contra Silvio Berlusconi no caso de suas festas conhecidas como "bunga-bunga", está cercada de mistério, já que a mulher parece ter sido envenenada com substâncias radioativas, informou a imprensa italiana neste sábado. 

Imane Fadil, de 33 anos, foi hospitalizada em 29 de janeiro perto de Milão e morreu em 1º de março no mesmo estabelecimento, informou o  procurador de Milão Francesco Greco, anunciando a abertura de uma investigação.

De acordo com o Corriere della Sera, o hospital onde a mulher estava internada realizou testes para tentar entender a causa da deterioração de sua saúde.

O jornal, que cita fontes não identificadas, indica que os resultados ficaram prontos em 6 de março - cinco dias após a morte de Fadil - e revelavam "a presença de uma mistura de substâncias radioativas que normalmente não são encontradas no comércio".

Segundo Paolo Sevesi, advogado de Imane Fadil, ela confidenciou a ele "o medo de ter sido envenenada", afirma a agência da AGI. 

Imane Fadil ficou conhecida quando testemunhou em 2012 no contexto do escândalo sexual e do julgamento de Rubygate sobre as festas "bunga-bunga" que o ex-líder do governo italiano Silvio Berlusconi organizava com jovens mulheres em sua residência em Arcore, nos arredores de Milão.

Imane Fadil explicou que na noite de sua primeira visita a Arcore, Berlusconi havia lhe dado um envelope de 2.000 euros, dizendo: "Não se sinta ofendida".

"Ela escreveu um livro que ela não conseguiu publicar e (...) e estava convicta de que uma seita satânica formada só por mulheres se reúnia em Arcore", afirma o jornal Il Fatto Quotidiano. /AFP

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