Ex-mordomo do papa é condenado a 18 meses de prisão

Um tribunal do Vaticano condenou neste sábado o ex-mordomo do papa Bento 16 a 18 meses de prisão por roubar documentos secretos, em um dos mais espetaculares julgamentos da história da Santa Sé.

PHILI, Reuters

06 de outubro de 2012 | 10h07

Um porta-voz do Vaticano afirmou que o papa, monarca supremo na menor cidade-Estado do mundo, "deve" perdoar Paolo Gabriele, o que significaria que ele não cumpriria sua sentença.

O ex-mordomo admitiu ser a fonte de vazamento de documentos secretos, incluindo cartas ao papa que acusavam corrupções nos negócios do Vaticano.

"O que sinto mais fortemente dentro de mim é a convicção de que agi exclusivamente por amor, eu diria um amor visceral, pela Igreja de Cristo e seu representante", afirmou o condenado durante a última apelação à corte.

Ex-membro do seleto grupo conhecido como "família papal", Gabriele era uma entre menos de dez pessoas que possuíam a chave de um elevador que leva diretamente ao apartamento do papa.

Gabriele disse a investigadores antes do início do julgamento que ele vazou os documentos porque viu "o mal e a corrupção em todos os cantos da Igreja" e que informações estavam sendo escondidas do papa.

(Reportagem adicional de Hanna Rantala e Antonio Denti)

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