Arquivo/AP
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Ex-primeiro-ministro da Islândia será julgado por negligência em crise

Geir H. Haarde e ex-funcionários podem ter responsabilidade em colapso econômico do país

Efe,

28 de setembro de 2010 | 19h13

COPENHAGUE- O Parlamento da Islândia (Alþingi) aprovou nesta terça-feira, 28, por 33 votos a 30 que o ex-primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde seja julgado em um tribunal especial por suposta negligência durante seu mandato, no qual houve um colapso bancário no país em outubro de 2008.

 

Em outra votação, o Alþingi tinha considerado que três ex-altos funcionários do governo de Haarde (2006-2009) tinham responsabilidade na crise.

 

Os citados são o ex-ministro de Finanças, Arni M. Mathiesen; e dois social-democratas, a ex-titular de Assuntos Exteriores e ex-líder do partido, Ingibjorg Solrun Gisladottir; e o ex-ministro do Comércio, Bjorgvin G. Sigurdsson.

 

O Landsdomur, um tribunal especial criado em 1905 para casos contra funcionários do governo e que até hoje nunca tinha intervindo, será o encarregado de julgar o caso de Haarde, de 59 anos.

 

O ponto de partida para a resolução foi o relatório apresentado em 11 de setembro pela comissão investigadora parlamentar, aprovado por 5 votos a 4.

 

A sentença gerou uma polêmica entre a primeira-ministra, Johanna Sigurdárdottir, e o ministro das Finanças e líder do Movimento de Esquerda Verde, Steingrimur J. Sigfusson.

 

O ministro discordava de Jóhanna, que queria arquivar o caso ao considerar que os ex-altos funcionários não podiam ter evitado o colapso econômico.

 

Segundo uma pesquisa recente divulgada pelo jornal "Frettabladid", para 61% dos islandeses os quatro ex-funcionários do governo deveriam ser julgados por terem responsabilidade na crise.

 

O colapso econômico fez com que a Islândia, que teve que receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), passasse pela pior crise dos últimos anos.

 

Em janeiro de 2009, manifestações populares provocaram a queda do governo de coalizão entre o conservador Partido da Independência e o Partido Social-Democrata, liderado por Haarde, que se afastou da política após ser diagnosticado com câncer.

 

Desde abril de 2009 a esquerda governa com maioria absoluta na Islândia, que atualmente negocia sua entrada na União Europeia (UE).

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