REUTERS/Eric Feferberg/Pool
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Ex-premiê francês Manuel Valls oferece apoio a Macron nas eleições parlamentares

Decisão pode ser um estímulo para o novo presidente, que precisa conquistar maioria parlamentar na votação para ter uma chance realista de implementar seu ambicioso plano de reformas

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2017 | 05h47
Atualizado 09 Maio 2017 | 08h30

PARIS – O ex-primeiro-ministro socialista da França Manuel Valls disse nesta terça-feira, 9, que quer apoiar o movimento político do presidente eleito Emmanuel Macron nas eleições parlamentares de junho, se tornando o primeiro nome de peso a declarar apoio ao novo líder desde a vitória na eleição de domingo.

Valls é um político de tendências centristas que defende a redução das proteções trabalhistas. Ele já havia decidido apoiar Macron antes das eleições, após perder a vaga socialista na corrida presidencial para Benoit Hamon. Em entrevista à rádio RTL nesta terça-feira, Valls disse que a vitória sobre a ultradireitista Marine Le Pen foi uma reação contra o populismo na Europa e melhorou a imagem ao país no exterior.

"Eu serei um candidato para a maioridade presidencial, e espero poder participar do movimento dele (Macron)," disse Valls, que foi primeiro-ministro do atual presidente, François Hollande, entre 2014 e 2016, à rádio RTL.

O político ainda afirmou que não vê sentido na divisão do Partido Socialista, entre os que apoiam o novo governo e os que decidiram se unir à esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon. 

A primeira resposta do movimento “República em Marcha”, de Macron, foi do porta-voz Chistophe Castaner. “É uma boa notícia que progressistas da importância de Manuel Valls queiram se unir a nós”, disse. Ele adiantou, no entanto, que o ex-premiê não terá privilégios ao inscrever a candidatura na comissão eleitoral.

O movimento de Valls pode ser um estímulo para Macron, que precisa conquistar maioria parlamentar nas eleições para ter uma chance realista de implementar seu ambicioso plano de reformas. Mas o novo mandatário será cauteloso em convidar muitos proeminentes ex-socialistas para seu movimento, uma vez que isso daria crédito aos argumentos de seus adversários conservadores de que o governo de Macron será a continuação do impopular mandato de Hollande. / EFE, AP e REUTERS

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