Exército começa a recolher o lixo no sul da Itália

População continua protestos pela reabertura de lixões fechados; crise sanitária é considerada 'intolerável'

Efe,

07 de janeiro de 2008 | 09h51

O Exército italiano começou a recolher o lixo acumulado em várias regiões do sul da Itália, embora persista a crise crônica que há 14 anos castiga Nápoles e outras localidades. O Corpo de Engenheiros do Exército começou na madrugada desta segunda-feira, 7, o trabalho de limpeza da localidade de Caserta, localidade ao norte de Nápoles.   As escolas da região foram reabertas, por ordem do primeiro-ministro, Romano Prodi, mas se encontram quase vazias. Enquanto isso, continuam os protestos contra a reabertura de lixões fechados nos últimos anos devido a sua saturação e seu risco para a saúde.   As forças de segurança reprimiram uma manifestação contra a reabertura do lixão no bairro napolitano de Pianura. Três pessoas ficaram feridas durante o confronto entre os policiais e os manifestantes.   O bairro se encontra praticamente isolado depois que os moradores bloquearam suas principais ruas, em muitas ocasiões com contêineres de lixo. A crise, que dura anos, teve um de seus auges em maio do ano passado, quando quase 15 mil toneladas de lixo se acumularam na região, pondo em xeque o Estado. As autoridades declararam agora que a situação é intolerável e se comprometeram a solucioná-la.   O presidente da província de Campânia - a que pertence Nápoles -, Antonio Bassolino, reconhece ter falhado em sua luta contra o recolhimento de lixo, mas não renunciará por causa do problema.   Em artigo publicado no sábado, o escritor Roberto Saviano lembrou que análises da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que em vários municípios da região a percentagem de mortalidade é maior que no resto do país devido à contaminação das águas por causa dos vazamentos ilegais.

Tudo o que sabemos sobre:
ItálialixoExército

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.