Exilados iranianos protestam na Alemanha contra apedrejamento

30 manifestantes protestam contra condenação de Sakineh e pena de morte no Irã

estadão.com.br

13 de agosto de 2010 | 14h19

Exilada encena execução por apedrejamento. Foto: Stephanie Pilick/Efe

BERLIM - Uma manifestação de cerca de 30 exilados iranianos na Alemanha condenou a morte por apedrejamento nesta sexta-feira, 13, em Berlim. Os ativistas encenaram a execução, em protesto à condenação da iraniana Sakineh Ashtiani, que deve ser executada por adultério.

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A passeata, organizada pelo Conselho Nacional de Resistência Iraniana, aconteceu em frente ao portão de Brandenburgo, no centro da capital alemã. Os manifestantes condenaram a prática do apedrejamento e a entrevista exibida na TV iraniana na qual uma mulher identificada como Sakineh admite o adultério. Eles pediram ainda a libertação dos presos políticos condenados à morte no Irã.

De acordo com a Anistia Internacional, confissões televisionadas são usadas pelas autoridades iranianas para incriminar acusados cujas confissões são obtidas sob tortura.

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.

Com informações da Efe 

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