Explosão em área nuclear mata 1 na França; não há vazamento

Um trabalhador morreu nesta segunda-feira em decorrência de uma explosão em uma área nuclear na França, mas autoridades disseram que não houve vazamento de radiação, e a situação de emergência foi rapidamente suspensa.

MARINA DU, REUTERS

12 Setembro 2011 | 19h15

Quatro pessoas ficaram feridas, uma delas com queimaduras graves, na explosão ocorrida na área da usina Centraco, de propriedade da empresa EDF, e vizinha ao centro de pesquisas nucleares de Marcoule, que fica à margem do rio Rhône, perto da cidade de Orange (sul).

A área não abriga reatores nucleares. Mas agências fiscalizadoras abriram inquéritos sobre o incidente, que derrubou o valor das ações da EDF. Com o mundo ainda sob o impacto do acidente de março em Fukushima (Japão), o caso deve reforçar os argumentos dos adversários do uso da energia nuclear na França.

A EDF disse que a explosão se limitou a um forno usado para derreter aparas metálicas vindas de usinas nucleares, e que houve uma emissão apenas de baixos níveis de radiação.

Um executivo da Socodei, subsidiária da EDF que opera a usina, disse que se tratou de "um clássico acidente industrial", que provavelmente será classificado no nível 1 na escala internacional de incidentes nucleares (que vai até 7).

A ASN, agência reguladora francesa do setor nuclear, declarou o incidente encerrado, mas iniciou um inquérito. A Agência Internacional de Energia Atômica solicitou informações e acionou o seu centro de incidentes e emergências.

Funcionários disseram que a França não tinha um histórico de mortes por acidentes nucleares.

Serviços locais de emergência disseram que não há traços de radiação nos quatro feridos. "O risco de incêndio está dominado, e não há contaminação radiativa ou química no interior ou exterior do local", disse um socorrista.

A energia nuclear responde por 75 por cento da matriz energética francesa, e o país está realizando teste de estresse em seus 58 reatores desde que um tsunami e um terremoto danificaram a usina japonesa de Fukushima Daiichi.

(Reportagem adicional de Marion Douet, Mathilde Cru e Muriel Boselli em Paris; Kate Kelland em Londres; e Scott DiSavino em Nova York)

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