Extrema direita é surpreendida na Holanda em início de eleições na UE

A maratona de eleições parlamentares da União Europeia começou nesta quinta-feira com votações na Grã-Bretanha e na Holanda, e os partidos de direita e antieuropeus deverão atrair uma onda de votos de protesto em vários países, com um baixo comparecimento nas urnas.

LUKE BAKER, Reuters

22 Maio 2014 | 20h58

No entanto, uma pesquisa de boca de urna na Holanda indicou que o anti-islâmico Partido para a Liberdade, do eurocético Geert Wilders - que pretende forjar uma aliança com a legenda francesa de extrema-direita Frente Nacional - ficou bem abaixo do seu objetivo de votos.

Após dois meses de campanha que, segundo as pesquisas de opinião, não conseguiu em grande parte inspirar o eleitorado, 388 milhões de europeus têm o direito de votar em 28 países para escolher 751 deputados para representá-los no Parlamento Europeu.

Apesar dos esforços para mobilizar os eleitores, dizendo que estarão indicando indiretamente pela primeira vez o próximo presidente da Comissão Europeia, os responsáveis pelas sondagens estimaram um baixo comparecimento às urnas, possivelmente abaixo dos 43 por cento de 2009.

Com a Europa se esforçando para se recuperar da crise econômica, incluindo o recorde de desemprego e o crescimento insignificante, a eleição deverá produzir um aumento no apoio aos eurocéticos, tanto na extrema direita como na extrema esquerda.

Na Grã-Bretanha, as últimas pesquisas mostraram o Partido da Independência do Reino Unido, que defende saída da UE e controles mais rígidos de imigração, no topo das intenções, empurrando os governistas conservadores em terceiro lugar, atrás dos trabalhistas.

Se confirmado, isso poderia aumentar a pressão sobre o primeiro-ministro conservador David Cameron, que prometeu um referendo sobre a permanência na UE em 2017 se for reeleito no próximo ano, para assumir uma posição mais firme na redução das competências da UE.

Na Holanda, uma pesquisa de boca de urna conduzida pelo instituto Ipsos sugeriu que o Partido para a Liberdade, de Wilders, irá ficar em quarto lugar, com 12,2 por cento, atrás de três partidos pró-Europa, os democratas-cristãos, de centro-direita, o centrista Democratas 66 e os liberais do primeiro-ministro Mark Rutte.

Wilders atribuiu o fracasso ao baixo comparecimento nas urnas, dizendo que "ao ficarem em casa, (os eleitores) mostraram a sua aversão e o desinteresse na União Europeia. A Holanda não se tornou mais pró-europeia".

Os resultados consolidados, incluindo a atribuição de lugares no Parlamento, serão anunciados por volta das 18h de domingo (horário de Brasília).

A maior parte dos países fará as votações no domingo, quando a tendência para os extremos políticos poderá se tornar mais clara, especialmente na França, Dinamarca, Hungria, Itália, Grécia e Áustria.

(Reportagem adicional de Anthony Deutsch, em Amsterdã; e de John O'Donnell e Julia Fioretti)

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