Extrema direita francesa diz que chance de Strauss-Kahn acabou

A líder do partido francês de extrema direita Frente Nacional, Marine Le Pen, disse no domingo que as acusações de abuso sexual contra o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acabaram com as chances de ele disputar as eleições presidenciais de 2012.

REUTERS

15 de maio de 2011 | 10h15

"O caso e as acusações marcam o fim de sua campanha e pré-campanha para a Presidência e irão provavelmente levar o FMI a pedir que ele deixe o posto", disse Le Pen à emissora de televisão i-Tele.

O chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), que pesquisas de opinião indicaram como o mais forte a desafiar o presidente Nicolas Sarkozy nas próximas eleições, foi formalmente acusado no domingo de suposto abuso sexual contra uma camareira de um hotel em que ele estava hospedado em Nova York.

Um advogado representando Strauss-Kahn disse à Reuters em e-mail que ele vai se declarar inocente das acusações.

Outro advogado do diretor-gerente do FMI na França, Leon Lef Forster, disse que é preciso esperar até que as coisas fiquem mais claras. "Precisamos tomar cuidado especialmente com o circo na mídia e precisamos esperar até que as coisas estejam mais claras", afirmou.

Le Pen, que assumiu em janeiro a liderança do Frente Nacional que antes estava com seu pai Jean-Marie, vem sendo cotada como possível candidata a desafiar Sarkozy depois de Strauss-Kahn nas pesquisas recentes, que indicaram que ela poderia tirar Sarkozy da disputa do segundo turno das eleições presidenciais.

(Por John Irish)

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