Fabricantes de chocolate belga querem se proteger de cópias de qualidade inferior

Os fabricantes de chocolate belga acreditam que seus bombons de renome deveriam ter proteção idêntica à do champanhe francês ou do presunto parma italiano.

PHILI, Reuters

27 de março de 2013 | 13h48

Eles querem que o termo "chocolate belga" seja exclusivo deles e querem acabar com rivais estrangeiros que rotulam seus produtos como de "estilo belga" ou de uma "receita belga".

Os imitadores, dizem eles, diminuem as vendas e prejudicam um selo de qualidade construído ao longo do século desde que Jean Neuhaus inventou o praliné, bombom de casca dura e recheio de chocolate, em 1912.

A federação da indústria vai se reunir com os governos regionais a partir do próximo mês para decidir como a Bélgica pode entrar com pedido na União Europeia para proteger os chocolates belgas ou talvez procurar uma marca para salvaguardar os seus doces.

"O que nos deixa tristes é que muitas vezes as cópias não estão à altura dos originais", disse Jos Linkens, executivo-chefe da Neuhaus, à Reuters em uma entrevista.

"Se chocolatiers de renome em todo o mundo nos copiassem, talvez estivéssemos contentes. Nós não queremos que a imagem de qualidade sofra", afirmou Linkens, que também é presidente da federação de confeitarias, chocolates e biscoitos belga Choprabisco.

A Bélgica tem orgulho de sua maestria de chocolate. Dispõe de mais de 200 empresas de chocolate, mais de 2.000 lojas de chocolate e museus, passeios e workshops, como o museu de cacau e chocolate de Bruxelas.

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