Falha em turbina derrubou avião na Rússia, diz investigação

Todas as 88 pessoas que estavam a bordo do avião morreram; entre as vítimas estão 7 crianças e 21 estrangeiros

Efe e Reuters,

15 de setembro de 2008 | 08h43

Um falha na turbina direita do avião Boeing-737 do vôo 821 de Aeroflot Moscou-Perm foi, segundo dados preliminares, a causa do acidente matou seus 88 ocupantes na noite de sexta, declarou nesta segunda-feira, 15, o chefe do Comitê de Pesquisas da Procuradoria Geral da Rússia, Aleksandrer Bastrikin. Entre os mortos estão 21 estrangeiros que voavam de Moscou para a cidade de Perm. O avião caiu num matagal e por pouco não atingiu algumas casas.   "De acordo com dados preliminares, uma imperfeição do motor direito provocou seu incêndio e, como conseqüência, a explosão e a destruição da nave", disse Bastrikin, citado pela agência Interfax, na cidade de Perm, onde dirige as investigações da catástrofe aérea. No entanto, o chefe do Comitê de Pesquisas destacou que as conclusões definitivas sobre as causas da tragédia aérea serão feitas uma vez que todos os fragmentos do avião forem submetidos a vários peritagens.   "A investigação será complexa e levará dois ou três meses, talvez cinco ou seis", adiantou. Bastrikin acrescentou que os especialistas não descartam nenhuma linha de investigação, incluindo a de um ataque terrorista, mas recalcou que "a principal é a de uma imperfeição técnica".   Testemunhas disseram ter visto uma explosão antes de o avião cair, provocando especulações sobre um possível ataque terrorista. Mas as autoridades russas disseram que a causa do desastre foi a falha no motor. "Não temos nenhuma informação de que o avião tenha explodido no ar", disse o ministro dos Transportes da Rússia, Igor Levitin, no domingo.   Fragmentos dos destroços cobriram um trecho da ferrovia Transiberiana, obrigando os trens a desviar para a área de Perm. Uma das poucas partes reconhecíveis era um painel de fuselagem branco com o logotipo da Aeroflot, a empresa área nacional da Rússia.   "Havia 88 pessoas a bordo, 82 passageiros e 6 tripulantes", informou a porta-voz do Ministério de Emergências, Irina Andrianova. "Todos morreram na queda. Não houve baixas em terra." Sete crianças morreram no desastre. Entre os estrangeiros, nove eram do Azerbaijão, cinco da Ucrânia e um da França, Suíça, Letônia, Estados Unidos, Alemanha, Turquia e Itália. Entre os mortos está o general Gennadi Troshev, que em 2000 comandou o Exército russo contra rebeldes separatistas na Chechênia, na região norte do Cáucaso.   O contato com o Boeing 737-500 foi perdido quando ele estava a 1.100 metros de altitude e realizava os procedimentos de aterrissagem, segundo uma porta-voz da Aeroflot. Ela anunciou o pagamento de uma indenização de 2 milhões de rublos (US$ 77.800) aos parentes das vítimas.

Tudo o que sabemos sobre:
Rússiaacidente

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.