Falha impede explosão de carro-bomba da ETA na Espanha

Autoridades confirmam que veículo estacionado não explodiu porque sistema de ignição falhou

Efe e Reuters,

10 de setembro de 2007 | 07h42

O grupo separatista basco ETA plantou na noite de domingo um carro-bomba na cidade de Logroño, mas o veículo não explodiu após uma falha técnica, segundo disse nesta segunda-feira, 10, o prefeito da cidade, Tomás Santos.   Uma equipe de desativação de explosivos, que trabalhou durante toda a noite de domingo, conseguiu neutralizar a carga pouco antes das 7h30 (2h30 de Brasília), segundo as fontes. A ETA ligou para um jornal basco às 23h (18h, horário de Brasília) para avisar sobre o carro-bomba e, trinta minutos depois, uma pequena explosão ocorreu em um estacionamento da cidade, capital da região de Rioja, próxima ao País Basco. O veículo, dotado de um mecanismo "muito sofisticado", carregava em seu interior duas grandes panelas cheias de explosivos e perfeitamente presas ao solo do automóvel, além de uma vasilha repleta de gasolina. "Poderia ter acontecido uma catástrofe", disse Pedro Sanz Alonso, primeiro-ministro da região de La Rioja, da qual Logroño é a capital. Alonso atribuiu ao ETA a tentativa de ataque. A imprensa citou fontes policiais segundo as quais poderia haver entre 100 e 150 quilos de explosivos na bomba.Horas antes, o grupo separatista prometeu manter os atentados a bomba contra o Estado espanhol, argumentando que as frustradas conversas de paz do ano passado mostraram que não há motivos para negociar com o governo socialista.   No domingo, a ETA anunciou planos de dar seqüência à sua campanha de ataques contra o Estado espanhol. O grupo separatista basco abandonou em junho último um cessar-fogo iniciado em março do ano passado.   A ETA é qualificado como organização terrorista pela Espanha, pela União Européia (UE) e pelos Estados Unidos. Na declaração, o grupo assumiu a autoria das explosões em Belagoa e durante o Tour de France, em julho, e em Durango, em agosto. A ETA alega terem fracassado todas as tentativas de negociar um fim para o conflito, iniciado na década de 1960 e que já custou a vida de mais de 800 pessoas.

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