Mikhail Metzel/AP
Mikhail Metzel/AP

'Falsas promesas' de Yanukovich vão aparecer, diz premiê

Yulia Timoshenko, derrotada nas eleições da Ucrânia, quebrou silêncio e ainda não admitiu vitória do adversário

estadao.com.br,

11 de fevereiro de 2010 | 08h20

A primeira-ministra da Ucrânia e candidata derrotada nas eleições presidenciais, Yulia Timoshenko, pôs fim nesta quinta-feira, 11, a um silêncio de três dias desde o anúncio dos resultados oficiais do pleito para acusar o vencedor, Viktor Yanukovich, de fazer promessas "mentirosas". "Depois das campanhas, as mentiras começam a ser reveladas", argumentou a premiê.

 

Eleições na Ucrânia:

linkYanukovich deve levar Ucrânia de volta à influência russa

linkYulia promete recorrer de resultado das eleições na Ucrânia

 

Yulia comentou sobre votação no Parlamento de um projeto de lei para aumentar as "normas sociais" que não foi apoiado pelo partido de Yanukovich, ainda que o candidato eleito tenha prometido durante sua campanha que faria tudo o que estaria a seu alcance para aumentar a qualidade de vida dos ucranianos. "As pessoas devem levar isso em conta para definir suas preferências políticas no futuro", disse a premiê.

 

Yulia se nega a reconhecer a derrota e seu partido indicou que a primeira-ministra prepara uma ação judicial nos tribunais para impugnar o resultado das eleições."Nunca reconhecerei a legitimidade da vitória de Yanukovich com uma eleição semelhante", declarou Yulia na terça-feira durante a reunião de seu partido na qual foi decidido que os resultados seriam formalmente contestados, segundo o diário Ukrainska Pravda.

 

De acordo com a Comissão Eleitoral Central, Yanukovich teve cerca de 49% dos votos, enquanto Yulia teve cerca de  45,5%. Apesar dos protestos da premiê, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), considerou que as eleições do último domingo foram "transparentes e honestas".

 

Em 2004, Yulia foi uma das líderes da chamada Revolução Laranja, liderando junto com o atual presidente, Viktor Yushchenko, semanas de protestos contra uma eleição suspeita vencida por Yanukovych. A Suprema Corte determinou na ocasião que a disputa havia sido fraudada, ordenando a realização de uma nova eleição, vencida por Yushchenko.

 

Os dois aliados, porém, tornaram-se rivais no governo, que esteve parte do tempo paralisado, gerando insatisfação entre os ucranianos. Yanukovych aproveitou essa situação para ganhar apoio popular, ajudado pelo péssimo desempenho econômico do país no ano passado, na esteira da crise internacional.

 

Analistas afirmam que aparentemente Yulia busca agora minar as tentativas de Yanukovych para consolidar poder e aprovar seus projetos no Legislativo. Agora, o grupo do opositor trabalha para formar uma nova coalizão de governo, enquanto aguarda a divulgação dos resultados finais da eleição.

 

 

(Com agências Efe e AFP)

Tudo o que sabemos sobre:
YuliaYanukovichUcrânia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.