Família real relembra 10 anos da morte de Diana

Eventos realizados no Reino Unido e na França homenageiam princesa; Mohamed Al Fayed não participa de missa

MICHAEL HOLDEN, REUTERS

31 de agosto de 2007 | 08h05

Cerimônias realizadas em Paris e em Londres nesta sexta-feira, 31, vão lembrar o décimo aniversário da morte da princesa Diana, admirada por muitas pessoas no mundo inteiro e reverenciada com fascínio em seu país.   - Veja também: Dez anos após morte de Diana, Windsors recuperam prestígioA morte de Diana e as teorias da conspiraçãoHarry homenageia Diana como 'a melhor mãe do mundo'Amiga brasileira diz que Diana quebrou tabusRelatório revela momentos finais'Respeito' pela família real diminuiLocal de morte atrai fãs e curiosos em ParisTrechos do documentário 'Diana: The Witnesses In The Tunnel'  Linha do tempo  Imagens das homenagens Flores, fotos e mensagens foram colocadas durante a noite nas portas do Palácio de Kensington, sua residência em Londres, mas em quantidades bem menores do que há uma década, quando as fortes manifestações de luto chocaram tanto o país quanto a morte.Em Paris, onde ela morreu em um acidente de carro em alta velocidade com o namorado Dodi al-Fayed, algumas pessoas colocaram flores no túnel onde aconteceu o acidente fatal.Uma cerimônia está programa para esta manhã em uma capela perto do Palácio de Buckingham, com participação da rainha Elizabeth, do ex-marido de Diana, o príncipe Charles, os filhos William e Harry, além de outros membros da realeza e celebridades, como o cantor Elton John.A segunda mulher de Charles, Camilla, com quem ele teve um caso enquanto ainda estava casado com Diana, e a quem a princesa referia-se como "rotweiller", não participará do evento para evitar polêmicas, apesar de ter sido convidada.O ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, não foi convidado. O jornal The Times disse que cerca de 250 cadeiras na capela, que tem capacidade para 700, ficarão vazias.Diana, que tinha 36 anos quando morreu, na manhã de 31 de agosto de 1997, ainda é lembrada como "a princesa do povo" na Grã-Bretanha e em outras partes do mundo. Ela já foi a mulher mais fotografada do mundo.O serviço memorial será conduzido por Rowan Williams, líder espiritual da Igreja.Dez anos depois de sua morte, a princesa Diana continua sendo tema constante de discussões e debates, bem como de polêmica e especulação sobre sua vida e circunstâncias exatas da morte. LutoO serviço desta sexta-feira, que será transmitido ao vivo pela TV ao redor do mundo, terá declarações dos príncipes William e Harry, que tinham apenas 15 e 13 anos de idade, respectivamente, quando a mãe morreu, e da irmã de Diana, Sarah McCorquodale."O serviço incluirá ambos os lados da família, o lado da nossa mãe e o lado do nosso pai -- todos estarão reunidos", disse o príncipe Harry em entrevista recente. "Será um serviço bonito e simples."Entre os ausentes estão o pai de Dodi, Mohammed al-Fayed, nascido no Egito e dono da loja de luxo londrina Harrods. Ele acusa a família real britânica de ter ordenado o assassinato do casal para evitar que se casassem.Apesar das amplas investigações policiais descartando a trama, muitos britânicos compartilham das suspeitas de Al Fayed de que as mortes não foram acidentais.Agora, uma investigação oficial que será iniciada em 2 de outubro colocou Diana novamente nas manchetes. E uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Sky News mostra que 55 % das pessoas acham que o luto é excessivo.

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