Ferroviários convocam mais 24 horas de greve na França

Dirigente do sindicato informou encontro na quarta com representantes da empresa e do governo francês

Efe,

19 de novembro de 2007 | 00h03

Os sindicatos ferroviários franceses renovaram neste domingo, 18, a convocação de mais 24 horas de greve, o que pode prolongar os transtornos no sistema de transportes pelo menos até segunda-feira à tarde. Seis centrais decidiram manter a greve, que chegou a seu quinto dia, com uma notável alteração do serviço e um prejuízo para os usuários. O dirigente do sindicato CGT Didier Le Reste confirmou a continuidade da greve, mas assegurou que as organizações irão na quarta-feira à tarde a um encontro com os responsáveis da empresa e um representante do governo para tentar superar o conflito. A reunião foi convocada para fixar um calendário e um método de trabalho destinado a aproximar posições, depois da rejeição sindical ao plano do Governo de alterar o regime especial de pensões, com um aumento do período de contribuição. A companhia estatal de ferrovias, a SNCF, negou que a presença de um representante do Executivo - uma exigência inegociável para os sindicatos - esteja condicionada a um mínimo de funcionamento dos transportes nos próximos dias. A SNCF prevê que estarão funcionando na segunda-feira 300 dos quase 700 trens de alta velocidade e 76 linhas de percurso, do total de 300. A direção da companhia de transportes da região de Paris prevê para amanhã 25% de funcionamento no serviço de metrô e 50% nos ônibus, enquanto nos trens de subúrbio a média será mais baixa. No fim de semana, o ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, entrou em contato com representantes sindicais com a intenção de suavizar sua rejeição e preparar um eventual acordo que, por enquanto, não parece próximo. Uma hipótese é que, pelo menos nas ferrovias, os sindicatos mantenham a greve até quarta-feira, para chegar à reunião em uma posição de força. Milhares de pessoas - 6.500, segundo a Polícia - se manifestaram neste domingo em Paris contra a greve. Convocados por meio da internet e de mensagens de celular, os manifestantes reivindicaram o fim da greve e um transporte em pleno funcionamento.

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