Festas de Berlusconi eram para prostituição, diz promotoria

As festas na mansão de Silvio Berlusconi em Milão eram destinadas à prostituição, disseram promotores num processo em que o ex-premiê italiano é réu pela acusação de pagar para fazer sexo com uma menor. Berlusconi sempre negou essa acusação, dizendo que promovia apenas jantares elegantes na sua casa.

SARA ROSSI, Reuters

04 de março de 2013 | 19h12

Fazendo suas alegações finais, o promotor Antonio Sangermano disse que as festas tinham, além do jantar, números de uma dança erótica apelidada de "bunga bunga", seguidos de sexo entre mulheres aspirantes a apresentadoras de TV e convidados de Berlusconi, dono de um império midiático.

"Estou um pouco surpreso e um pouco intrigado pelos argumentos finais da promotoria", disse Berlusconi em nota.

"Tive a dupla sorte, talvez merecidamente, de nunca ter precisado pagar por relações íntimas com uma garota ou mulher, e sempre ter sido capaz de dar uma resposta positiva a quem me pediu ajuda. O promotor talvez não tenha tido a mesma sorte", afirmou.

Os escândalos que cercam Berlusconi - ele também é suspeito de corrupção - fazem com que outros partidos se recusem a colaborar com ele no Parlamento depois das inconclusivas eleições da semana passada, nas quais ficou em segundo lugar.

Berluconi é acusado de ter feito sexo com a dançarina Karima el Mahroug, então com 17 anos, e de ter usado seu poder para ajudá-la a se livrar de uma prisão por furto.

O veredicto nesse processo está previsto para 18 de março.

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