Fila de aeroporto é possível alvo de ataque, dizem britânicos

Parlamentares avaliam risco após ataques frustrados no Reino Unido; medidas levam a cancelamentos e espera

PETER GRIFFITHS, REUTERS

26 Julho 2007 | 08h48

A segurança reforçada nos aeroportos britânicos criou longas filas que podem se tornar alvo de atentados terroristas, disse nesta quinta-feira, 26, a Comissão de Transportes do Parlamento.O grupo disse que o incidente do mês passado em Glasgow, quando um carro pegou fogo ao ser atirado contra um terminal aéreo, mostra o risco aos passageiros em filas.As novas regras, adotadas há cerca de um ano, depois de a polícia alertar para a possibilidade de ataques com explosivos líquidos a bordo, leva a checagens "longas, intrusivas e frustrantes", segundo os parlamentares.A mudança trouxe o caos para os dois lados do Atlântico, com centenas de vôos cancelados, longas esperas e confusão generalizada sobre as bagagens de mão."Fazer os passageiros passarem mais rapidamente para os aviões irá, por si só, reduzir a ameaça ao público viajante", disse um relatório da comissão. "Acelerar os prazos de check-in e reduzir a fila de segurança deveriam ser prioridades para os aeroportos e companhias aéreas."Depondo à comissão, Ian Hutcheson, chefe de segurança da BAA, que opera os aeroportos, disse que alguns passageiros estão confusos com as novas medidas, enquanto outros tentam ignorá-las.Segundo ele, medidas adicionais de segurança foram tomadas - e respeitadas - depois da explosão do avião da PanAm sobre Lockerbie (Escócia) em 1988 e depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.Para ele, desta vez as pessoas rapidamente esqueceram as razões que levaram à adoção de novas medidas. A comissão foi informada de que, indignados com a demora nas máquinas de raios-X, muitos passageiros agridem aeroviários.A comissão se disse chocada com a quantidade de pessoas que violam a proibição de transportar líquidos, e cobrou mais rigidez do governo.Embora admitam a importância da segurança, os parlamentares disseram que os aeroportos precisam de mais verbas, funcionários e informações para agir satisfatoriamente. "É preciso mais balcões de check-in, mais funcionários treinados, é preciso mais e melhor segurança", disse Gwyneth Dunwoody, parlamentar trabalhista e presidente da comissão.A Associação dos Operadores de Aeroportos disse que 50 milhões de libras adicionais foram gastas em um ano com as medidas de segurança. "A ameaça primária ainda são as bombas em aviões, por isso as medidas ainda estão em vigor", disse uma porta-voz.

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