Filho de Bin Laden pede revisão de asilo negado pela Espanha

Ministério do Interior reitera que não concederá o pedido mesmo se a ONU voltar atrás e aconselhar a medida

Efe,

06 de novembro de 2008 | 12h21

Omar Osama bin Laden, filho do líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, solicitou a revisão de seu pedido de asilo na Espanha nesta quinta-feira, 6, negado na última quarta pelo Ministério do Interior espanhol e cujo ministro, Alfredo Pérez Rubalcaba, reiterou que não será concedido. Omar "está deprimido e muito preocupado com sua segurança e a de sua mulher", mas afirma que a recusa do governo espanhol em aceitar sua solicitação é "somente um primeiro passo", declarou sua esposa, a britânica Zaina al-Sabah. A mulher de Omar ressaltou que está na Espanha "muito assustada" pelo fato de seu caso ter sido divulgado e por fotos suas terem sido publicadas, um "equívoco" pelo qual culpa o Ministério do Interior.  Rubalcaba afirmou em entrevista coletiva que não admitirá o pedido de asilo, mesmo no caso de o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) - que, em primeira instância, também se opôs à entrada de Omar no país - ser favorável. Segundo Rubalcaba, caso a Acnur volte a dizer que não deve ser concedido asilo ao filho do líder da Al-Qaeda, o ministério do Interior o devolverá ao Cairo. "Não é aplicável nenhuma das hipóteses que a legislação espanhola - neste caso, homologável à da União Européia (UE) - prevê para que se possa ter a condição de exilado na Espanha", acrescentou o ministro. A mulher de Omar, que não revelou seu paradeiro, disse que está recebendo escolta policial. "Caso acreditem que preciso de proteção da polícia é porque reconhecem que estamos em perigo", afirmou Zaina, que considerou que o pior para eles é ter suas imagens na televisão para que todo o mundo os reconheça. "É uma loucura", declarou. Omar e sua esposa britânica chegaram a Madri no último dia 4 de outubro procedentes do Egito e, na chegada ao aeroporto de Barajas, pediram asilo político. Assessorados por seus advogados, o casal pediu uma revisão do pedido, baseado nas declarações de Omar no aeroporto e nas provas que apresentou para aprovar seu caso, motivo pelo qual será interrogado de novo pela Acnur e por representantes do Ministério do Interior, que têm 24 horas para tomar uma nova decisão. "Isto é somente um primeiro passo", declarou Zaina, a quem os advogados explicaram que estes pedidos sempre são rejeitados inicialmente para que as autoridades tenham mais tempo de investigar o caso. Os advogados ainda afirmaram que a resposta final não será conhecida por um ou dois meses. A mulher de Omar disse que não sabe qual será seu futuro e se poderá se reunir com seu marido. "Se ele vai morrer por isto, quero morrer ao seu lado", concluiu.

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