Filhos de austríaca presa em porão se encontram em hospital

Cinco filhos de Elizabeth Fritzl, presa pelo pai por 24 anos, se reúnem com mãe e avó na Alemanha

Agências internacionais,

29 de abril de 2008 | 16h09

Os cinco filhos de Josef Fritzl, o austríaco que trancou sua filha Elizabeth em um porão e manteve relações incestuosas por 24 anos, se encontram em uma reunião de família, em um hospital na Áustria. Médicos que estavam no local disseram nesta terça-feira, 29, que o encontro dos filhos foi "impressionante". Três deles - de 19, 18 e cinco anos - nunca haviam visto a luz do sol, segundo o jornal britânico The Times.   Veja também: DNA confirma que austríaco engravidou filha presa em porão   No domingo, os cinco foram reunidos no hospital, perto de Amstetten, na Alemanha, com Elisabeth, de 42 anos, e Rosemarie Fritzl, esposa de Josef.   O sexto filho, uma menina de 19 anos, tem estado de saúde crítico e encontra-se internada em um hospital diferente. Na segunda-feira, Fritzl confessou o abuso sexual.   "Foi impressionante como o encontro ocorreu facilmente", declarou o médico Berthold Kepplinger, diretor da clínica. De acordo com o médico, na reunião todos os membros da família, incluindo a mãe e avó, interagiram naturalmente.   Nesta terça-feira, exames de DNA confirmaram que Fritzl, de 73 anos, é pai dos sete filhos de Elizabeth. No segundo dia de depoimentos à polícia, Fritzl começou a dar mais detalhes sobre sua maneira de agir e sobre os motivos que o levaram a cometer os crimes. Segundo a BBC, ele contou à polícia que o destino de três dos sete filhos que teve com a filha foi traçado logo após o parto.   Elisabeth disse que seu pai a atraiu para uma cela em sua casa, em 1984, drogando-a e algemando-a antes de aprisioná-la. Três de seus filhos, de 19, 18 e cinco anos, estavam trancados na cela com ela desde que nasceram. Os dois mais novos eram meninos; a mais velha, uma menina.   As outras três crianças - duas meninas e um menino - foram tirados da cela por Josef Fritzl e adotados pela esposa, Rosemarie. A polícia diz que Fritzl admitiu ter incinerado o corpo da sétima criança, quando o bebê morreu logo após o nascimento.  

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