Fim de rede de pedofilia em Portugal dá esperança aos McCann

Porta-voz da família diz que após operação contra pedófilos, pais apostam em pistas sobre paradeiro da menina

Agências internacionais,

11 de outubro de 2007 | 08h54

Kate e Gerry McCann, pais da menina Madeleine, desaparecida em Portugal desde o dia 3 de maio, estão "extremamente encorajados" com a notícia de que a polícia portuguesa desmontou uma rede de pedofilia no país. Segundo porta-voz da família, Clarence Mitchell, autoridades confiscaram 150 computadores em operações realizadas nas casas de 80 supostos pedófilos.   Veja Também Falhas no caso Madeleine Cronologia    "Como é natural, estamos extremamente animados com este tipo de atividade policial. Esta foi uma operação realizada por agentes, mas não do caso Madeleine, embora esperemos que haja um vínculo entre as duas investigações", acrescentou Mitchell.   "Se a polícia observar as imagens dos 150 computadores, pode surgir alguma informação" (relacionada com Madeleine), especificou. "Estaríamos especialmente interessados em saber se algum dos registros aconteceu na Praia da Luz ou nos arredores", disse o porta-voz dos McCann.   Madeleine, de quatro anos, desapareceu do quarto em que dormia com os irmãos gêmeos de dois anos, Sean e Amelie, em um hotel da Praia da Luz, no Algarve, enquanto os pais jantavam com amigos.   No mês passado, a polícia portuguesa declarou Gerry e Kate suspeitos do desaparecimento de Madeleine, algo que eles negam totalmente e asseguram que estão convencidos de que a menina foi raptada.   O jornal britânico The Times disse na quarta-feira que a polícia quer recolher amostras de DNA de todos os turistas britânicos que estiveram no resort Ocean Club, em Portugal, no período em que a menina Madeleine McCann desapareceu do local, no início de maio.   A decisão de recolher novas amostras genéticas sugere que os investigadores ainda consideram a hipótese de que Madeleine tenha sido seqüestrada.   Segundo a BBC, o novo rumo dado às investigações acontece um dia depois que Paulo Rebelo, tido como um dos detetives mais respeitados em Portugal, assumiu o comando do inquérito.

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