Físico nuclear preso na França tinha ligação com Al Qaeda

Argelino trabalhava para a Organização Europeia de Pesquisas Nucleares, em Genebra, na Suiça

Reuters,

09 de outubro de 2009 | 14h24

Um dos dois suspeitos de serem colaboradores da Al Qaeda presos na França nesta semana é um físico que trabalha para a Organização Europeia para Pesquisas Nucelares (CERN) na Suíça, informou a entidade nesta sexta-feira, 9.

 

O mais velho dos dois irmãos argelinos presos em Vienne, no sudeste da França na quinta-feira, é suspeito de ter mantido contato com pessoas próximas ao Magrheb Islâmico, uma divisão do grupo terrorista que também é conhecida como o braço norte-africano da Al Qaeda.

 

"O trabalho dele não o colocava em contato com nada que pudesse ser usado para práticas terroristas", informou a Organização Europeia para Pesquisas Nucelares sobre a prisão do físico.

 

A Organização ainda disse que todos os trabalhos que produz são de domínio público e nenhuma das pesquisas ali elaboradas tem potencial para aplicações militares.

 

O centro de pesquisas localizado em Genebra tem aparecido frequentemente nos jornais desde que construiu um acelerador de partículas na fronteira entre Suíça e França, que pode recriar as condições do "Big Bang", uma das teorias que explica a origem do universo.

 

O homem preso estava trabalhando em um experimento de partículas físicas como empreiteiro desde 2003, divulgou a Organização Europeia para Pesquisas Nucleares.

 

O jornal francês Le Figaro afirmou que o homem preso estava em contato com a divisão Magrheb Islâmico da Al Qaeda, e que sugeriu diversos alvo franceses para ataques militares.

 

Um membor do judiciário confirmou que um dos irmãos presos estava em contato com o grupo terrorista, mas disse que não há indicação de que havia um plano nesse estágio de elaboração.

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