Fogo destrói barracão em que Anne Frank esteve presa

Local era utilizado para armazenamento de máquinas agrícolas; polícia investiga causas do incêndio

Efe

19 de julho de 2009 | 14h57

O barracão em que a alemã Anne Frank e a irmã Margot foram forçadas a trabalhar no verão europeu de 1944 antes de serem deportadas para o campo de extermínio de Auschwitz, foi consumido pelas chamas na madrugada deste domingo, 19, na comuna holandesa de Veendam.

 

Segundo a agência local ANP, a Polícia abriu uma investigação para determinar as causas do incêndio do barracão, tirado do campo de concentração de Westerbork após a Segunda Guerra Mundial e agora utilizado para armazenamento de máquinas agrícolas.

 

Os judeus detidos pelos nazistas por terem se escondido, como era o caso da família de Anne Frank em Amsterdã, eram considerados criminosos e condenados a trabalhos forçados.

 

Anne e a irmã passaram cerca de quatro semanas no barracão abrindo pilhas e tirando o metal delas.

 

Em 3 de setembro de 1944, junto com outros judeus que também tinham sido condenados por se esconderem, as irmãs foram obrigadas a tomar o último trem a sair de Westerbork a um campo de extermínio nazista.

 

Os encarregados do memorial instalado no campo de Westerbork pretendiam devolver o barracão ao seu local original, onde agora há uma grande reprodução fotográfica da construção.

 

O barracão 57 foi desmontado em 1957 e reinstalado em Veendam com fins profissionais.

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