Fôlego no orçamento ajudaria recuperação da Grécia--jornal

Representantes do Ministério das Finanças da Grécia calcularam que a economia do país endividado se recuperaria mais rapidamente e sua dívida seria mais sustentável se a nação recebesse mais dois anos para reduzir o déficit orçamentário, publicou um jornal grego neste sábado.

Reuters

18 de agosto de 2012 | 14h51

A avaliação vai de acordo com a visão do premiê grego, Antonis Samaras, que deve apresentar uma proposta de alongamento de prazos na próxima semana aos líderes da França e da Alemanha e também ao presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker.

Sob os temos do pacote de resgate do país pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, a Grécia tem que implementar dolorosas medidas de austeridade para reduzir seu déficit orçamentário para abaixo de 3 por cento do PIB até o final de 2014. Em 2011, o nível foi de 9,3 por cento.

Mas com o país mergulhado no quinto ano consecutivo de recessão e o descontentamento político e social aumentando, Samaras tem interesse em suavizar o impacto dos cortes orçamentários sobre a sociedade ao alongar o prazo definido pelos credores internacionais.

A estimativa publicada pelo jornal Imerisia, cita cálculos de representantes do Ministério das Finanças que não foram identificados pelo veículo. Segundo o jornal, os números indicam que um prolongamento do prazo em dois anos ajudaria a economia a encolher mais lentamente em 2013 e a se recuperar mais rapidamente a partir de 2014.

Sob tal cenário, a economia encolheria 1,5 por cento em 2013 e cresceria 2 por cento em 2014, segundo o jornal. Se a extensão do prazo não for concedida, a economia se retrairá em até 4,5 por cento no próximo ano e não vai retomar o crescimento antes de 2015.

Dúvidas têm crescido sobre a capacidade de Atenas em cumprir as metas definidas no pacote de ajuda, o que tem feito alguns políticos europeus a pedirem a saída da Grécia da zona do euro ou o perdão de parte da dívida do país para preservar o euro.

Já existe no pacote de ajuda de 130 bilhões de euros ao país uma cláusula que estabelece que o período de ajuste do déficit pode ser alongado se a recessão for mais profunda que o esperado.

No primeiro semestre, a economia da Grécia se contraiu a uma taxa anual de 6,35 por cento, ante uma previsão de encolhimento de 4,7 por cento no ano pelo FMI/UE. Samaras afirmou no mês passado que a economia do país pode encolher mais de 7 por cento em 2012.

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